19/09/2019 _Como as agências estão lidando com o mercado de influenciadores digitais?
Como as agências estão lidando com o mercado de influenciadores digitais?

Pesquisando informações sobre o tema, encontramos em um artigo da Meio & Mensagem (Influenciadores, a fronteira final da publicidade), escrito por Eduardo Vieira (excelente matéria), a seguinte definição:

 “Influencer Marketing”, hoje é uma expressão que descreve a maneira pela qual as empresas recompensam celebridades e estrelas das mídias sociais para criar conteúdos em prol das marcas, gerando endosso - e assim, influenciando pessoas. Estas “personalidades digitais” teriam força suficiente para influenciar as “pessoas comuns” a preferir determinada marca, norteando decisões de compra.

A todo momento vemos e ouvimos sobre “cases” de sucesso, cuja estratégia de comunicação tenha tido uma importante participação dos influenciadores digitais.

Considerando isto, as agências de propaganda mais atentas à utilização da tecnologia logo perceberam a importância destes influenciadores, especialmente para atingir nichos específicos de mercado. Para encarar esta revolução, começaram a contratar talentos, especialistas em marketing digital, com o objetivo de oferecer mais este suporte a seus clientes.

Sabemos de casos como o de um importante “influencer” que recebe de seu patrocinador a quantia de U$ 20 mil por uma única postagem. Ninguém é louco o bastante para fazer um investimento deste valor sem ter certeza do retorno. Evidentemente as agências de propaganda estão preparadas para pesquisar e selecionar o influenciador mais indicado para cada situação e dar aos anunciantes mais segurança.

A relação agências de propaganda e influenciadores ainda é um assunto sensível, provavelmente porque os influenciadores começaram a procurar as empresas diretamente, ou porque as agências começaram a descobrir os falsos influenciadores que compram seguidores. Por estes motivos ainda não existem estudos e pesquisas confiáveis sobre o tema.

Entretanto, as agências já reconheceram a importância dos influenciadores digitais e os veem como um novo veículo muito especializado, que comprovadamente têm influência na decisão de compra, atingindo nichos que antes só eram alcançados pelas grandes campanhas offline a custos muito, mas muito superiores. 

Para os anunciantes, as agências de propaganda oferecem mais segurança na escolha dos influenciadores que serão contratados, evitando aqueles que inflam o número de seus seguidores, também em casos que suas marcas possam correr riscos por atitudes ou conteúdos antagônicos em relação aos “polices” da marca, ou sem o devido conhecimento para se tornar um embaixador de determinada empresa/produto. Outro ponto importante das agências é que elas próprias podem, e devem, gerar os conteúdos a serem divulgados pelo influenciador digital.

Como o número de interações e de seguidores são os principais parâmetros de avaliação de um influenciador, infelizmente, existem desonestos que utilizam de ferramentas para criar perfis falsos e fazerem interações a fim de favorecer seu perfil e seus posts. Por outro lado, felizmente, as grandes empresas (como a Unilever por exemplo) e as agências já dispõem de recursos para detectar este tipo de fraude.

Muitos influenciadores não gostam do tipo de gestão que as agências de propaganda adotam em relação a eles, provavelmente porque acham se tratar de ingerência, mas aos poucos a grande maioria já começa a ver as agências como parceiras que podem gerar mais renda a eles.

Concluindo as agências de propaganda e os influenciadores têm um longo caminho a percorrer. Ainda bem que ambos estão indo na melhor direção, o que indica um relacionamento sólido e duradouro, principalmente em benefício dos anunciantes e dos consumidores.

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